Advogado da família dona de propriedade afetada por carreamento da voçoroca fala sobre o caso.

Há anos, a voçoroca que se formou próximo aos Conjuntos Habitacionais (Cohabs) 5 e 6 é um problema que a cidade vem enfrentando. Além de ameaçar as casas dos moradores daquela área, os dejetos que saíram daquele ponto invadiram a propriedade da família do já falecido José Ricardo Ranzani.
Há alguns anos, a família abriu um processo contra a prefeitura e contra a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) por causa dos prejuízos que teve com os dejetos que foram carreados da cratera quando o buraco se abriu com a erosão.
Representando a família Ranzani, o advogado Luís Carlos Aceti Jr, comentou à Gazeta de Vargem Grande sobre a ação devido aos despejos que foram para a propriedade da família quando a Voçoroca surgiu. “Existe essa ação que estamos patrocinando onde os dois são réus, porque a responsabilidade é de ambos, é solidária. Essa parte ambiental gera o vínculo de todos que estão envolvidos, então os dois são responsáveis”, explicou.
Além dessa ação, o advogado ressaltou que existe uma movida pela promotoria. “Apesar de ela ter começado depois que a nossa, ela está mais adiantada. Ela versa pelo dano ambiental que essa voçoroca ocasionou, mas nessa eu não estou trabalhando”, disse.
Aceti pontuou que, na verdade, o local da voçoroca não é na propriedade dos seus clientes, mas que eles tiveram prejuízo por decorrência da erosão, uma vez que o material que saiu dela quando formou o buraco foi para a propriedade deles. “Aí aproveitamos essa ação e dentro desse processo já pedimos também a questão da Vila Esperança, que tinha um vazamento de esgoto ali, que tava carregando esgoto in natura, ou seja, sem ter passado por nenhum tipo de tratamento, para dentro da propriedade dos meus clientes, então foram duplamente atingidos: uma pela Voçoroca e outra pelo vazamento de esgoto que tinha ali na Vila Esperança”, relatou.
O advogado comentou que, então, foi feita a ação que ainda está tramitando. “Não saiu sentença, então eu estou reiterando todas as matérias que saem no jornal, eu junto no processo e estou fazendo um pedido de perícia, pois até hoje não foi feito perícia. O pedido está sob análise”, disse.
“E o processo caminha devagar, mas está caminhando e temos grande esperança de que essa prova necessária seja realizada ainda esse ano, se Deus quiser, e depois praticamente já vai pra ouvir testemunha, se é que será necessário, pois eu entendo que com a perícia já resolve tudo. E depois já sai sentença”, completou.
Após a área ser recuperada, Aceti ressaltou que a família quer usar a propriedade como faziam anteriormente. “A voçoroca levou ao aterramento de açudes, perda de área de plantio, enfim. Então eles querem voltar a poder utilizar a fazenda como antigamente era utilizada. Eles foram atingidos pelos sedimentos que saíram de lá quando a voçoroca foi criada”, explicou.
Segundo contou, a família está feliz com o andamento da ação judicial que estão patrocinando e também com a representação que fizeram ao Ministério Público para que ele abrisse o processo contra a Prefeitura. “Teve a perícia feita pela polícia científica que foi muito proveitosa, então a família está acompanhando e desejando que tudo termine da melhor forma possível e o quanto antes para que possam retornar à vida normal”, disse.

Prefeitura
A Gazeta de Vargem Grande procurou a Prefeitura Municipal para saber em que fase está a obra e quanto ainda falta para concluir. Também foi questionado quais são os planos futuros para esta área e se a prefeitura planeja desapropriar para fazer algum parque ou área de lazer. O jornal ainda procurou saber como está o processo movido contra a prefeitura pela família proprietária da área que foi atingida pela Voçoroca. No entanto, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.
Mas o assunto foi tema de uma live realizada pelo prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) em sua página da rede social Facebook, no dia 17. Conforme informou, o recurso para a obra foi liberado pelo Governo do Estado de São Paulo, mas que o município teve ajuda para pedir a verba.
“Fui umas 30 vezes em São Paulo. Desde a época do governador Geraldo Alckmin eu vou lá pra tentar resolver isso e quem resolveu foi Rodrigo Garcia e Barros Munhoz”, disse.
Com imagens aéreas da obra, o prefeito ressaltou que não é possível mensurar a dimensão da intervenção que está sendo feita para recuperar o local e ressaltou que são mais de R$ 7 milhões investidos na obra.

Escoamento
Ele explicou que com a obra pronta, quando houver excesso de água, parte entrará por debaixo da terra em uma galeria que já foi feita. “O excesso da água vai passar por uma tubulação que corta toda a voçoroca, chegando lá em cima próximo a Cohab V. Já o excesso, se tiver, correrá pelas mais de 500 aduelas que estão sendo colocadas”, comentou.
O prefeito ressaltou que apenas nessa etapa da obra estão sendo investidos R$ 5,3 milhões.

Foto: Cedida pela Prefeitura para a Gazeta de Vargem

Edição: Por gazeta – 1 de setembro de 2022

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